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Degustação de espresso no Rause Café + Vinho

(foto: Calix Comunicação)

(foto: Calix Comunicação)

A língua é um músculo cheio de habilidades especiais. O que seria da fala, da alimentação e, é claro, do beijo sem ela? É também na língua que moram as papilas gustativas, células que de tão sensíveis são renovadas pelo próprio corpo a cada 10 dias. As papilas são capazes de identificar quatro sabores básicos – amargo, doce, salgado e ácido/azedo – a partir da experiência de cada pessoa. A isso damos o nome de “memória gustativa”, ou seja, quais lembranças seu corpo e mente foram capazes de armazenar. Por isso, canja de galinha tem sabor de casa do vó, bolinho de chuva de férias de janeiro e café delicioso tem sabor de Rause Café + Vinho.

Aqui na cafeteria a gente tem a Degustação de Cafés, onde todas as pessoas são estimuladas a recordarem sabores e colocarem suas papilas para trabalhar. Na prática funciona da seguinte forma: tiramos dois espressos, um deles com o Rause Ambiental (Fazenda Ambiental Fortaleza) e o outro com o Blend Rause. Servimos as duas xícaras sem identificação junto com uma ficha de avaliação. A partir daí, a viagem sensorial é toda sua! Sentiu sabor de biscoito, de tangerina, de lírio, cheiro de couro ou de fruta silvestre colhida quando ainda era criança? Que ótimo! Pra gente o que importa não é fazer um vestibular sobre cafés, mas sim te aproximar desse imenso mundo aromático dos grãos especiais.

Pra quem não quer só poesia e sim teoria

Toda degustação é um exercício de paciência. Primeiro porque degustar significa encontrar aromas e sabores que ficam escondidos quando comemos ou bebemos com a pressa cotidiana. O primeiro passo é limpar seu paladar com água (com ou sem gás). Um degustador profissional analisaria ainda o grão cru, o grão torrado e até mesmo o vapor da água no momento da infusão. Importante lembrar que paladar e olfato são sentidos próximos, sendo que um ajuda ao outro no exercício gastronômico. Por isso, a dica é sentir primeiro os cheiros, que vão colaborar com seu cérebro na identificação dos sabores.

Ainda na análise visual, importante ver a cor da bebida e da crema – aquela espuma tigrada onde estão os óleos aromáticos do café. O próximo passo é verificar o aroma, buscando as chamadas “notas”. É comum encontrar cheiros de flores e frutas nesse momento. Para o paladar, a dica é sugar o café para analisar a doçura (papilas da frente), a acidez (das laterais), o amargor (papilas do fundo) e o corpo, que é a viscosidade ou o peso da bebida. Após engolido ou até cuspido, vale ainda sentir o sabor residual do café, conhecido como after taste ou retrogosto. Assim como no mundo dos vinhos, existem sabores e aromas comuns para os cafés. Se quiser saber mais sobre esse mundo, venha conversar com nossos baristas ou ainda participar dos nossos cursos e oficinas.

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